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Arquivo da categoria ‘amor’

“… reação ao detachment masculino (trepar sem se envolver cada vez mais; as trepadas pra mim eram construção de alguma coisa, crescimento, envolvimento crescente, e não uma ’simples’ transa.” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta

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“Eu interpretei, atribuí a dificuldades provisórias e naturais, a grilos mútuos, aos altos e baixos de toda relação. Mas por trás disso eu estava a fim de continuar, mudar, mexer. Não havia em absoluto um “clima de neurose de casal”, mas barreiras a transpor. E eu queria, estava investindo na relação. Acontece que o distanciamento [...]

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“E a ordem do destino, se é que existe destino, pode ser alterada por determinadas escolhas. E você fez a sua escolha. E o caos é a origem de tudo. E o amor é um sistema caótico. E os sistemas ditos caóticos são matematicamente imprevisíveis. Entendi perfeitamente.” Adriana Falcão, Tarja Preta.

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Amor

“O maior amor da vida de uma pessoa não acaba e recomeça assim de uma hora para outra, Otávio.” Adriana Falcão, Tarja Preta

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“Nem merece ser chamada de historia de amor.
É história pura mesmo, história normal, que começa e acaba, como tantas outras.” Adriana Falcão, Tarja Preta.

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“Não há sensação angustiada do mistério que possa doer como o amor, o ciúme, a saudade, que possa sufocar como o medo físico intenso, que possa transformar como a cólera ou a ambição. Mas também nenhuma dor das que esgacelam a alma consegue ser realmente dor como a dor de dentes, ou a das cólicas, [...]

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“Avançar seria entrar no domínio onde começa o ciúme, o sofrimento, a excitação. Nesta antecâmara da emoção há toda a suavidade do amor sem a sua profundeza…” Fernando Pessoa

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“Dizem os dois ‘amo-te’ ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada um quer dizer uma idéia diferente, uma vida diferente, até, por ventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressões que constitui a actividade da alma.” Fernando Pessoa

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“Nunca amamos alguém. Amamos tão-somente, a idéia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso – em suma, é a nós mesmo – que amamos. Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos [...]

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“Todo o homem de hoje (…) ama, quando ama, com o amor romântico. O amor romântico é um produto extremo de séculos sobre séculos de influência cristã; e, tanto quanto à sua substância, como quanto à seqüência do seu desenvolvimento, pode ser dado a conhecer a quem não o perceba comparando-o com uma veste, ou [...]

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“Aquilo que se perdeu, aquilo que se deveria ter querido, aquilo que se obteve e satisfez por erro, o que amamos e perdemos e, depois de perder, vimos amando por tê-lo perdido, que o não havíamos amado; o que julgávamos que pensávamos quando sentíamos; o que era uma memória e críamos que era uma emoção…” [...]

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“Mas voltar a recordar era a chave do voltar verdadeiro, a pedra fundamental, tudo – do mesmo modo que se desligar da memória, perder ou protelar lembrançs, deixar escoar ou esquecer eram a chave, o princípio, o modelo de toda perda e desaparecimento. e não era assim, no fundo, que o excesso de amor costumava [...]

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Exagero

“Amar em excesso não podia dar certo.” Alan Pauls

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O amor

“Todo amor tem seu instante inaugural, seu big bang particular, que é, por definição, um começo perdido, do qual os amantes, por mais perpicazes que sejam, nunca são contemporâneos. Não há amante que não seja, na verdade, o herdeiro tardio de um instante de amor que nunca verá, capturado que ficou, e para sempre, no [...]

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“(…) tendia a pensar no ciúme como numa máquina arbitrária, mas implacável, especializada em traduzir o idioma diáfano do amor para uma gíria de pesadelo: o amor fluía sem problemas até tropeçar numa impureza, a impureza formava uma dobra, a dobra gerava um efeito de funil, o fluxo de amor se afinava – e tudo [...]

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Cabal

“(…) teve a prova, não a simples impressão, de que o amor era, efetivamente, a força alquímica mais extraordinária, a única capaz de transformar a pobreza do mundo num luxo sublime.” Alan Pauls

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“(…) deixar por escrito o que o amor torna impossível de dizer (…)” Alan Pauls

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Morte

“(…) não é de morte natural que morre um amor genuíno, mas banhado em sangue, sob os golpes que lhe assesta outro, não necessariamente genuíno – porque ali as leis do amor, cegas aos títulos de nobreza, não têm nenhuma misericórdia -, mas sim oportuno e, sobretudo, impelido por essa crueldade entusiasta que anima todas [...]

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Conviver

“Temos que conseguir viver com o que fomos, Rímini: essa é a melhor lição que nosso amor poderia nos dar.” Alan Pauls

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“Era curioso: a extinção do amor só fizera multiplicar as formas, os cuidados, as atmosferas do amor.” Alan Pauls

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“Era como se o tecido esgarçado do amor se reconstruísse nima velocidade inconcebível, sozinho, e suas fibras, seguindo de cor o desenho original, de novo se trançassem até apagar todo traço de ruptura.” Alan Pauls

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“Tinham feito tudo. Defloraram-se; raptaram-se de suas respectivas famílias; viveram e viajaram juntos; juntos sobreviveram à adolescência e depois à juventude e chegaram à vida adulta; juntos foram pais e choraram o morto diminuto que nunca chegaram a ver; juntos conheceram professores, amigos, idiomas, trabalhos, prazeres, lugares de veraneio, decepções, costumes, pratos exóticos, doenças – [...]

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Sempre há

“Houve, de cada lado, dois simulacros de amor, ambos fogosos, mas que não levaram a lugar nenhum.” Alan Pauls

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“Acreditavam no modo como se amavam, e essa crença era mais forte que qualquer natureza, qualquer sinal que o mundo lhes dirigisse para desmenti-los ou ridicularizá-los.” Alan Pauls

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“O amor, senhorita. O amor é uma torrente contínua. Você sabe do que eu estou falando. Espere aí, por favor. É a minha vez. Será só um segundo, mais nada.” Alan Pauls

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“Como é possível que você continue fazendo anos sem mim?” Alan Pauls

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