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Posts de Setembro, 2007

“Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.” Fernando Pessoa

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“…sonhos tem toda a gente: o que nos diferença é a força de conseguir ou o destino de se conseguir connosco.” Fernando Pessoa

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“Conquistei, palmo a pequeno palmo, o terreno interior que nascera meu. Reclamei, espaço a pequeno espaço, o pântano em que me quedara nulo. Pari meu ser infinito, mas tirei-me a ferros de mim mesmo.” Fernando Pessoa

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“Tudo que sabemos é uma impressão nossa, e tudo que somos é uma impressão alheia, melodrama de nós, que, sentindo-nos, nos constituímos nossos próprios espectadores activos, nossos deuses por licença da Câmara.” Fernando Pessoa

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“Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. (…) Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. (…) Estas confissões de sentir são paciências minhas. Não as interpreto, como quem usasse cartas para saber o destino. Não as ausculto, porque nas paciências as cartas não têm propriamente valia. [...]

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“Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos – um poço fitando o céu.” Fernando Pessoa

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“… a Arte, que mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente, a Arte que alivia da vida sem aliviar de viver, que é tão monótona como a mesma vida, mas só em lugar diferente.” Fernando Pessoa

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“… tudo isso se tornou parte da minha vida; não poderia deixar tudo isso sem chorar, sem compreender que, por mau que me parecesse, era parte de mim que ficava com eles todos, que o separar-me deles era uma metade e semelhança da morte.” Fernando Pessoa

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“Não há diferença entre mim e as ruas para o lado da Alfândega, salvo elas serem ruas e eu ser alma, o que pode ser que nada valha, ante o que é a essência das coisas.” Fernando Pessoa

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“Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.” Fernando Pessoa

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“O coração, se pudesse pensar, pararia.” Fernando Pessoa

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