“Escrever é fazer opções. Faça a sua.” Rubem Fonseca, E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto
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“No fim eu iria dizer para você que o papel do escritor é fazer o leitor ver o que ele, escritor, viu. E o que o escritor vê não deve ser necessariamente a realidade convencional. Essa nossa conversa não era para ensinar você a ver o que pode ser visto, mas a ver que não se vê.” Rubem Fonseca, E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto
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“O destino normal do leitor fanático é se transformar num escritor. Na verdade, todo leitor e qualquer leitor reescreve o livro que lê durante o processo de leitura.” Rubem Fonseca, E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto
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“Certas mulheres preferem a fidelidade à lealdade, o marido pode esconder dela quanto dinheiro ele tem espalhado pelos bancos do mundo, pode permanecer sendo amigo de uma pessoa com quem ela brigou, pode continuar protegendo um parente parasita que ela detesta, pode falar mal da mãe dela, pode até acintosamente considerá-la uma debilóide (a maioria dos maridos acha a mulher uma debilóide), só não pode foder fora de casa.” Rubem Fonseca, E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto
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“O tempo ficou organizado. Temos de tomar aos poucos doses de contemplação absoluta. Andando, circulando é melhor. Você vai junto com o tempo. Agora: como é bom olhar. Eu perderia os sentidos, menos a visão. É esplêndido ficar espiando, espiando.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Não tenha raiva das frases feitas! Elas circulam e protegem.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Mas nunca pensei em largar tudo. Não sou de largar nada. Pelo contrário, eu precisava aprender a largar mais.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Estou com crise de escritura, não diga que é frescura please, começo a escrever e sinto pavor, acho tudo horrível e ridículo e falso.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“É difícil entender que a nossa história é só nossa, é intransferível, incomparável, são outras as materialidades e os pesos.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Não acredito muito em namoros em cima de separação.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Acho que eu tenho curiosidade de saber se todas essas coisas minhas são tão públicas assim. Até que ponto todo mundo percebe.” Ana Cristina Cesar, Correspondêndia Incompleta
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“Há momentos em que questionar é um desastre, sem dúvida, mas como saber?” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“De vez em quando fico abismada com essa velha situação, especialmente ao ler textos nunca mencionados na faculdade e que me parecem fundamentais.” Ana Cristina Cesar, Correpondência Incompleta
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“Antes eu ainda me dizia que era importante falar certas coisas para as pessoas. Não nego isso, mas agora sei que eu me coloco isso como ‘programa’, como obsessivo projeto – psicanalizar o mundo…” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“… reação ao detachment masculino (trepar sem se envolver cada vez mais; as trepadas pra mim eram construção de alguma coisa, crescimento, envolvimento crescente, e não uma ’simples’ transa.” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“Eu interpretei, atribuí a dificuldades provisórias e naturais, a grilos mútuos, aos altos e baixos de toda relação. Mas por trás disso eu estava a fim de continuar, mudar, mexer. Não havia em absoluto um “clima de neurose de casal”, mas barreiras a transpor. E eu queria, estava investindo na relação. Acontece que o distanciamento dele prosseguia: extremamente sutil por trás de um jeito carinhoso – pequenas coisas que você só sacode antena, só sente epidermicamente – até o jeiro de gozar de quem não está envolvido é diferente – a sexualidade fica ‘discreta’ , pouco empenhada, just enough to satisfy – e mil outros índices sutilíssimos de desinteresse. Eu não queria acreditar, e cada vez que a gente saía ou que ele me fazia carinho ou que me olhava eu acreditava correndo.” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“Percebo que o lance de notações tipo agendinha tem a ver com certa briga entre fora e dentro, registro e psicologia, cenografia e interioridade. Registrar com um muxoxo de quem não pudesse derramar. Mas para não ficar neo-realista só vale se a tensão passar. Tem mais aí? Ai, um batonzinho.” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“Conteúdos pode ser que não existam, mas que existem as 2as intenções…” Ana Cristina Cesar, Correspondência Incompleta
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“E a ordem do destino, se é que existe destino, pode ser alterada por determinadas escolhas. E você fez a sua escolha. E o caos é a origem de tudo. E o amor é um sistema caótico. E os sistemas ditos caóticos são matematicamente imprevisíveis. Entendi perfeitamente.” Adriana Falcão, Tarja Preta.
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“O maior amor da vida de uma pessoa não acaba e recomeça assim de uma hora para outra, Otávio.” Adriana Falcão, Tarja Preta
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“Mas antes eu me sinto obrigado a relembrar uns pequenos detalhes. Sou eu que controlo os seus movimentos, recebo e interpreto os seus estímulos sensitivos e coordeno os atos da sua inteligência, da sua memória, do seu raciocínio e da sua imaginação, modéstia à parte.” Adriana Falcão, Tarja Preta
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“Nem merece ser chamada de historia de amor.
É história pura mesmo, história normal, que começa e acaba, como tantas outras.” Adriana Falcão, Tarja Preta.
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“O fato é que eu tenho o direito de me lembrar do que quiser sem que isso queria dizer que eu sou apaixonada por esse Otávio ou por qualquer outro.
As lembranças são minhas, ninguém tem nada a ver com isso, e pronto.” Adriana Falcão, Tarja Preta.
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“Se eu não o deixar informado acerca disso, ele vai ignorar o fato de que foi esquecido, superado, virou passado e agora está guardado na caixa de recordações do meu lobo temporal junto com outras vagas lembranças.” Adriana Falcão, Tarja Preta
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“E pouco a pouco as fisionomias confundiram-se em sua memória; ela esqueceu as melodias das contradanças; não viu mais nitidamente as librés e as salas; alguns detalhes apagaram-se, mas o pesar permaneceu.”
Gustave Flaubert em Madame Bovary
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“Não conseguimos dizer nada por bastante tempo, e sorrimos, e nos olhamos sem nos ver, e nos ansiamos, e nos alegramos e nos angustiamos e nos tocamos e nos sentimos e nos colocamos abraçados e nos separamos de novo para de novo nos vermos e devagar as formas reaparecem no escuro, primeiro os olhos, depois riscos vagos da noite e pele, depois um brilho de lábios, uma sugestão de dentes e nos apertamos de novo, com força, e temos uma vontade de chorar um choro que expulse todos os demônios.” Cristovão Tezza, em Trapo
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“Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. (…) O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.” Fernando Pessoa
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“Toda a minha vida é um recibo por assinar.” Fernando Pessoa
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“Não há sensação angustiada do mistério que possa doer como o amor, o ciúme, a saudade, que possa sufocar como o medo físico intenso, que possa transformar como a cólera ou a ambição. Mas também nenhuma dor das que esgacelam a alma consegue ser realmente dor como a dor de dentes, ou a das cólicas, ou (suponho) a dor de parto.” Fernando Pessoa
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“Há muito tempo que eu não sou eu.” Fernando Pessoa
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